Fórum de especialistas apresentou sugestões para combater a crise hídrica
Cerca de 900 pessoas compareceram ao evento S.O.S Bahia: caminhos para transformar a realidade do semiárido baiano, organizado pela Fundação Índigo, realizado nesta quinta-feira (05), em Irecê (BA). A partir dos problemas que o estado enfrenta com a seca, especialistas e lideranças políticas elaboraram uma série de sugestões que compõem a Carta Compromisso com o semiárido baiano.
O documento, ao mesmo tempo em que faz um alerta aos governos estadual e federal, também propõe um conjunto de ações para transformar o semiárido baiano em um território de dignidade, oportunidades e futuro.
“É um território que ocupa 85% da Bahia e abrange 287 municípios, representando 50% de todo o semiárido brasileiro. Uma região povoada por gente trabalhadora, teimosa na esperança e resistente à adversidade, marcada por abandono histórico, desigualdade e falta de políticas públicas estruturantes. Nos últimos 20 anos, não foi iniciada e concluída uma única grande barragem no semiárido baiano com recursos próprios do governo estadual”, alerta a Carta Compromisso.

Para os especialistas que contribuíram com o documento, a Bahia perdeu uma oportunidade histórica de exigir obras hídricas do Governo Federal como compensação pelo fato de ser um estado doador para o Projeto de Transposição das Águas do São Francisco, que beneficia outros estados do Nordeste. Segundo eles, o avanço do semiárido é condição indispensável para um desenvolvimento estadual equilibrado e sustentável.
Um compromisso público com o futuro
Além de contextualizar a situação precária do semiárido baiano, a Carta Compromisso lista, ao longo de 16 páginas, uma série de ações concretas para reverter o quadro de abandono e garantir o desenvolvimento econômico e sustentável da região, como:
– Recolocar o semiárido no centro das prioridades políticas e orçamentárias;
– Retomar uma política estruturante de segurança hídrica;
– Fortalecer ativos existentes e ampliar experiências que já funcionam;
– Construir novas barragens de médio porte e conclusão das barragens de Baraúnas (entre Seabra e Boninal), e Catolé (Barra do Choça/Vitória da Conquista), priorizando áreas com risco de seca superior a 80%;
– Implantar adutoras estruturantes, integrando barragens, sistemas regionais e sedes municipais;
– Universalizar o acesso à água para consumo humano no semiárido, por meio dos Planos Municipais de Abastecimento do Meio Rural, combinando barragens, adutoras, cisternas, dessalinização com energia solar e sistemas simplificados;
Para conhecer todas as ações propostas na Carta Compromisso – S.O.S Semiárido Baiano, clique aqui.
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