Pesquisador da Unicamp e FGV destaca papel da formação política da Fundação Índigo no realinhamento da centro-direita no Brasil

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Para Marcos Rehder, Índigo e o União Brasil contribuem para a estabilização de uma “centro-direita” moderada e democrática

“O União Brasil tem grande capilaridade local, mas é maior ainda nos níveis estadual e federal, o que aponta, ainda mais federado ao Progressistas, para um forte potencial de consolidar um projeto nacional no médio prazo, se mantiver os mesmos números nas próximas eleições. Isso nos leva à necessidade de conhecer melhor sua agenda programática”.

Com essa análise, o pesquisador Marcos Rehder Batista resume a importância do estudo que está desenvolvendo a partir de uma série de artigos sobre as propostas e linhas programáticas dos partidos brasileiros e de suas fundações. Bacharel em Ciências Sociais, mestre em Sociologia e doutorando em Desenvolvimento pela Unicamp, Rehder atua como pesquisador na mesma universidade e também pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com a expertise de quem pesquisa governança pública e privada, avaliação microeconômica de políticas públicas, bioeconomia, ESG e os impactos da Indústria 4.0 no desenvolvimento municipal, Marcos Rehder se debruçou sobre as diretrizes e os projetos executados pela Fundação Índigo, como Conexões Globais, Pulso Brasil, Melhores do Brasil, Jovens Índigo e MBA em Segurança Pública.

“O projeto Conexões Globais é fundamental para compreender a pluralidade dos vínculos internacionais que vêm sendo costurados pela Fundação Índigo. Se, por um lado, esse tipo de iniciativa estabelece relações internacionais programáticas para o partido, por outro, o amadurecimento sobre as várias formas de tecnologia de ponta de integração nacional (em um país tão extenso e heterogêneo quanto o Brasil) pode levar a um projeto de país inovador”, escreveu o pesquisador.

Entre as boas práticas de governança, o artigo de Marcos Rehder Batista destaca o Portal da Transparência no site da Fundação Índigo, onde constam balancetes, balanço de gestão, estatuto, estrutura organizacional, fornecedores, recursos recebidos do Fundo Partidário e prestação de contas. Segundo ele, há bastante coerência entre o processo de construção iniciado em 2022, com a criação do União Brasil, e o conteúdo produzido pela Fundação Índigo, com produção e divulgação constantes de conteúdo.

“É no conjunto de atividades de formulação e formação e na rede de instituições com as quais ela (Fundação Índigo) estabelece parcerias que se consegue ter um horizonte de como poderá se consolidar um projeto coeso de país, com o amadurecimento da atividade partidária”, observou Rehder.

Clique aqui para ler a íntegra do artigo do professor Marcos Rehder Batista, “Coalizão dos não alinhados IV: a Fundação Índigo e o União Brasil no realinhamento da centro-direita”.

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