Pessoas negras do Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia são maioria entre os inscritos
Terminou na última sexta (19), o período de inscrições para o MBA em Segurança Pública desenvolvido pela FGV em parceria com a Fundação Índigo. Desde o lançamento do curso, no dia 21 de maio, em evento realizado no Centro Cultural da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro, a plataforma de inscrições registrou cerca de mil pessoas de todas as 27 unidades da federação interessadas em realizar a pós-graduação.
O MBA em Segurança Pública – o primeiro do país idealizado por uma fundação partidária, é destinado a servidores públicos municipais, estaduais e federais, incluindo gestores, profissionais da segurança pública e do Poder Judiciário. A análise dos formulários revelou que 56% dos 945 inscritos se declararam negros ou negras.
O cruzamento de dados demonstrou, ainda, que há candidatos de todos os 26 estados brasileiros e do Distrito Federal, com destaque para Rio de Janeiro (37,7%), Bahia (18,5%) e São Paulo (10,4%) que somam 66,6% de todas as inscrições. Outro dado interessante é que 46,1% dos candidatos a uma vaga no MBA em Segurança Pública têm especialização, mestrado ou doutorado. Outros 44,8% declararam possuir graduação completa.
A divulgação dos alunos selecionados está prevista para o dia 20 de julho, sendo que as matrículas começam no mesmo dia e vão até 25 de julho. Terminado o período de interposição e definidos os participantes do curso, o início das aulas deve ocorrer na primeira semana de agosto. Vale lembrar que o todo o processo seletivo e de comunicação com os candidatos será realizado diretamente pela FGV.
“Nós buscamos uma das instituições mais consistentes do Brasil na área acadêmica para estruturar esse MBA, oferecendo condições para que qualquer pessoa graduada, que atue de preferência na área da Segurança Pública, possa fazer esse curso. A violência e a criminalidade são hoje os principais problemas apontados pela população brasileira. Somente com conhecimento e inteligência será possível oferecer um país mais seguro ao cidadão”, ressaltou o presidente da fundação, ACM Neto.