De onde vem o seu dinheiro.

O conceito de moeda, tal qual conhecemos hoje, surgiu há cerca de 2.700 anos
atrás, onde hoje é a Turquia, como um instrumento para facilitar e regular a
troca de mercadorias, à medida em que as pessoas passaram a necessitar cada
vez mais de produtos que não poderiam produzir elas próprias, muitos destes
itens transportados por longas distâncias. Daí foram herdados os termos
“salário” (sal) e “pecúnia” (gado), onde os valores cunhados na face do metal
(valor de face) representavam quantas unidades de um certo produto valiam
aquele pedaço de metal, ou seja, aquela moeda.
Com o passar do tempo, as moedas, que incialmente eram cunhadas em ouro e
prata no peso equivalente ao valor do produto a ser trocado, passaram a utilizar
materiais menos preciosos, ou até mesmo o papel, mais fáceis e seguros de
transitar mundo afora. Os novos materiais utilizados na moeda não carregavam
em si o valor do produto, eram apenas uma promessa de que o produto pudesse
ser resgatado mediante a apresentação daquela moeda, ou de valor equivalente
em ouro, utilizado para lastrear o valor prometido.
E o conceito de LASTRO vigora até hoje, nas diversas modalidades existentes de
dinheiro. Por exemplo, em 2020, a casa da moeda do Brasil programou a
impressão 1,82 milhão de moedas de papel que, somados, representam o valor
de R$ 64 trilhões. O custo estimado de insumos e do processo de impressão
destes papéis é de R$ 376 milhões de reais, ou seja, de cada R$ 100 de valor
emitidos, o valor do papel é de ínfimos R$ 0,59.

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