Simplificar impostos, desonerar o trabalho.

O atual sistema tributário do Brasil e suas alterações pontuais, já perdura 55 anos. Neste período, inúmeras foram as tentativas de reforma, algumas modernizantes, outras nem tanto. Porém, o que temos visto é que, cada vez mais, os impostos se tornam mais confusos para as empresas e mais penosos para o trabalhador brasileiro. Resolver estas duas equações, já é um bom caminho.

O Brasil tem hoje mais de 60 tributos, e são editadas diariamente nada menos que 30 atualizações nas mais de 3 mil normas tributárias. Com isso, uma empresa gasta uma média de 2 mil horas com a burocracia do pagamento de impostos. Nos EUA, um a cada mil trabalhadores dedicam-se à contabilidade das empresas, no Brasil são cinco, que consomem cerca de R$ 60 bilhões por ano. Somos os lanternas neste ranking do Banco Mundial, enquanto que na penúltima colocada, Bolívia, não se desperdiça a metade de horas para manter-se dentro da lei. É tudo tão complexo, com tantas exceções à regra, que ninguém sabe direito como pagar impostos.

Além de altamente burocrático e custoso, nosso sistema confuso gera profundas distorções na arrecadação, especialmente para os trabalhadores que tem 35% de sua renda subtraída em impostos e encargos, são responsáveis por sustentar 44% da arrecadação do estado por meio do consumo, enquanto a média da OCDE é de 32,4%. Trabalhador brasileiro paga muito na receita e na despesa, num sistema tributário caro, injusto e ineficiente.

Simples não é, e a reforma requer muito diálogo político. Mas se conseguirmos, simultaneamente, retirar o peso sobre o trabalhador, unificar o máximo de tributos federais e simplificar a arrecadação, já haverá impacto enorme na geração de empregos e no dinamismo da economia.

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