Setembro Amarelo

O suicídio foi muito estudado no século 19 pelo sociólogo Èmile Durkheim. Ele concluiu em seus estudos que a morte de alguém por decisão própria é multifatorial, não tem uma razão específica. Quase 100 anos depois a ciência passa a considerar esta teoria de forma integral. Por mais que tentemos julgar o ato ou fatores recentes que levam uma pessoa a cometar suicídio, dificilmente encontraremos o motivo original dentro da complexidade deste processo. 

Existe uma série de fatores importantes antes do ato suicida, mas um dos principais é a depressão. No entanto é importante entendermos o que é estado depressivo e depressão. O primeiro configura-se em momentos difíceis pelos quais passamos, mas que são temporários: fim do relacionamento, decepção, problema financeiro. A depressão é algo patológico, provoca apatia profunda, atrapalha rotina e provoca alterações de substâncias químicas no cérebro. Sendo assim, é importante que saibamos nos posicionar para uma conversa sem julgamentos.

É praticamente improvável que o suicida fale sobre suas ideações, ele frequentemente desiste de tomar iniciativa por medo de ser julgado ou por vergonha. Em alguns casos até consegue expressar espontaneamente o que está sentindo, mas geralmente o estado depressivo já está avançado. Portanto, esperar não é uma opção.  Vamos conversar mais, quebrar este nocivo tabu. Pegar na mão, olhar no olho com sinceridade, sem julgamentos e empatia é a mais eficiente prevenção.

VAMOS CUIDAR

Reconhecido como um grave problema de saúde pública no mundo, o suicídio é responsável por vitimar aproximadamente 800 mil pessoas por ano. Um número alarmante e que merece a atenção de todos. No entanto, por muitos anos o problema não foi observado como algo que merecesse a atenção, mas com o aumento constante dos números foi inevitável deixar este tema em “segredo”.

No Brasil, mais de 32 pessoas cometem suicídio por dia, fato que acendeu o alerta das instituições. Iniciativas como o Setembro Amarelo, que acontece junto ao Conselho Federal de Medicina e o Comitê de prevenção ao suicídio criado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, são fortes exemplos que estimulam o tema no Brasil.

A ideia é cada vez mais criar e monitorar ações que combatam o suicídio. Para que este processo de combate seja efetivo precisa-se ampliar a iniciativa em larga escala, sensibilizar lideranças comunitárias e agentes políticos para que as ações possam desenvolver-se. Ainda não é o ideal, mas o debate já está no caminho para firma-se como uma “rede de atenção” importante e vidas certamente estão sendo preservadas neste movimento.

fonte: Organização Pan-Americana de Saúde (https://www.paho.org/pt/topicos/suicidio)

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