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Pandemia caminha para o fim: o que isso quer dizer?

No último dia 24/1/22, o diretor geral da OMS para a Europa, Hans Klüge, afirmou que a pandemia se encaminha para o fim na região, em concordância com o cenário já considerado por países como Espanha e Reino Unido. Quando e em quais circunstância ocorrerá? Mas o que isso representa? O que muda na vida de todos nós? A chave para essas previsões reside em um único fator: imunização. A combinação da cobertura vacinal no continente, geralmente acima de 70% da população, com a evolução do vírus para uma variante mais transmissível, porém menos agressiva, aponta para a reclassificação da situação sanitária de pandemia (ou epidemia) para endemia na região. Isso ocorre quando o vírus tem o seu risco controlado, seja por causa da imunidade da população, seja pelo surgimento de medicamentos retrovirais, que evitarão hospitalizações e mortes em grupos de maior risco. Hoje, oito fármacos testados no mundo são altamente eficazes contra a variante Ômicron. Klüge afirma que esse movimento deve ocorrer ao fim da onda da variante que representa, em muitos locais, mais de 90% dos diagnósticos de Covid 19, que na Europa está previsto para ocorrer no final do mês de fevereiro. Ao se tornar uma endemia, como a que convivemos há décadas com o vírus da gripe influenza, as autoridades passam a adotar uma abordagem chamada de “vigilância sentinela”, onde os testes em massa (onde ocorrem) deixam de ser aplicados, para dar lugar a grupos de controles bem menores, que servirão de amostra estatística para o que ocorre no restante da sociedade. Ao mesmo tempo, assim como qualquer gripe sazonal, isso quer dizer que o vírus circulará entre nós durante muito tempo ainda e, mesmo que gradativamente menos perigoso, retrocessos na classificação podem ocorrer, por isso a necessidade da “vigilância sentinela”. É óbvio que, num estágio de maior controle de riscos, a preocupação dos governos e das populações tendem a se arrefecer, até eliminarmos alguns hábitos impostos pela pandemia, como o uso de máscaras. Porém, esses próximos passos dependem de algumas conclusões científicas ainda inexistentes. Não se sabe ainda, por exemplo, se alguma próxima variante pode ser mais agressiva ou não. É justamente por isso que a OMS indica que apenas com a supressão da transmissão, pelo uso de máscaras, higiene pessoal e, principalmente, com a imunização global em um estágio muito mais avançado do que temos hoje, o mundo se livrará dos perigos da pandemia de Covid 19. Portanto, apesar de já vermos no horizonte o fim da pandemia em países com maiores índices de imunização, isso nem de longe acaba com os perigos e com as atenções necessárias com o coronavírus, ou mesmo nos dá a certeza de quando passaremos ao novo estágio de controle. Ou seja, vemos uma animadora luz no fim do túnel, mas não sabemos ainda ao certo a distância ou como é o caminho para chegarmos lá. Mas há um mapa: a cidade de Guaramiranga-CE, a 105 km de Fortaleza, tem 98% da população acima de 11 anos vacinada, e não registra nenhuma morte sequer por Covid 19 há sete meses.

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